sexta-feira, 30 de outubro de 2009
VERDADE OU FÁBULAS - DE QUE LADO VOCÊ ESTÁ ?
II Timóteo 4.3,4
"3 Porque virá tempo em que não suportarão a sã doutrina; mas, tendo grande desejo de ouvir coisas agradáveis, ajuntarão para si mestres segundo os seus próprios desejos, 4 e não só desviarão os ouvidos da verdade, mas se voltarão às fábulas."
O texto citado acima, é uma alusão ao que temos visto nos dias atuais acerca de como algumas correntes teólogicas(igrejas)tem utilizado, de maneira não coerente, a Palavra de Deus. E esse efeito, tem causado frison nas comunidades que não se aprofundam no estudo da Palavra(Bíblia), preferindo se desvainecer no mais fácil e óbvio ópio do desconhecimento.
Atitudes infantis, e muitas vezes inconsequentes, ferem princípios que estão explícitos na Palavra de Deus ao qual todo e qualquer bom estudioso da Palavra de Deus (Bíblia) busca vivenciar para estar a agradar ao Senhor, e não a metodologias humanas ou invencionismos para agregar pessoas que não sabem se quer qual seu real e verdadeiro papel dentro do corpo de Cristo (Igreja)que traga edificação para o mesmo.
Ter unção, ser alegre, ser santo, não é tão somente ter uma experiência mística momentanea, mas sim uma experiência de transformação do carater humando para um carater divino. Levitico 20.7 "7 Portanto santificai-vos, e [sede santos], pois eu sou o Senhor vosso Deus."
Não temos visto esse alvo ser almejado. O de ser SANTO. A santificação tem sido muitas vezes o segundo plano. Tendo muitas vezes sido substituido pelo GLÓ,GLÓ,GLÓ,RIA,RIA,RIA! Momentâneo e raquitico, por ser algo experimentado em um emocionalismo e não um ato de demosntração de transformação.
Somos chamados a assumirmos as características do Cristo: Galatas 5.22,23 "22 Mas o fruto do Espírito é: o amor, o gozo, a paz, a longanimidade, a benignidade, a bondade, a fidelidade. 23 a mansidão, o domínio próprio; contra estas coisas não há lei." Dessa forma, teremos o poder de transformação de vidas em nossas mãos, pois fomos libertos do cativero do pecado, para libertar outros cativos.
Pr José Renildo
OPBB-Ba: 0469
PIB Conceição do Jacuípe - Ba
quinta-feira, 29 de outubro de 2009
Resistindo ao Desânimo
A maioria de nós se acha auto-suficiente. Quando surge uma crise, fazemos o que for necessário, trabalhamos com o problema e vamos em frente. O que acontece, porém, quando fazemos tudo o que sabemos fazer e a crise permanece? Geralmente adotamos o lema: “Quando tudo o mais falha, ore!” Mas que acontece quando até mesmo nossas orações ficam sem resposta?
Se você está desanimado porque Deus está demorando a responder suas orações, compreenda que demora não quer dizer recusa. Só porque a resposta ou o milagre não chegou — ainda! — não significa que Deus não vai responder, que Ele tenha esquecido ou não Se preocupe com você. Significa apenas: “Ainda não!” Maturidade espiritual é conhecer a diferença entre “não” e “ainda não”, a diferença entre "recusa" e "demora". A Bíblia diz: “...Aquele que vem virá, e não demorará” (Hebreus 10.37).
A demora pode ser um teste para nossa paciência. Qualquer um pode ser paciente uma vez, até duas. Quase ninguém é paciente uma terceira vez. Assim, Deus pode testar nossa paciência uma vez, mais outra e mais outra, até que achemos que não aguentamos mais ser paciente.
Por que Ele faz isso? Para determinar nosso grau de paciência? Não, Ele já sabe disso. Para revelar-nos o quanto somos pacientes. Assim, podemos descobrir o que está dentro de nós e seremos capazes de compreender nosso grau de compromisso. Deus testa nossa paciência para que possamos saber que Ele é fiel, mesmo quando as respostas que esperamos estão demorando. Se você está desanimado, livre-se dessa emoção negativa, lembrando que Deus lhe ensina paciência em tempos de demora. Peça-Lhe transformar seu desânimo em paciência.
É possível que você esteja atravessando tempos difíceis neste momento e esteja com vontade de fugir ou sumir do planeta. Você está desanimado porque a situação que enfrenta - no trabalho, em casa, nas finanças, com sua saúde - é inadministrável, irracional e até mesmo injusta. Pode parecer insuportável e por dentro você declara: “Deus, eu não posso suportar mais, simplesmente não posso suportar mais!” Mas você pode!
Você pode suportar esta situação por mais tempo, porque Deus está com você. Ele vai capacitar você a seguir em frente, se você estiver disposto a crer e confiar Nele. Lembre-se: você não é um fracasso, até que desista!
Não desista. Resista ao desânimo e termine a carreira que Deus lhe propôs. Como dizem as Escrituras: “Vocês precisam perseverar, de modo que, quando tiverem feito a vontade de Deus, recebam o que Ele prometeu; pois em breve, muito em breve, Aquele que vem virá, e não demorará” (Hebreus 10.36-37).
Rick Warren
Quando ouvir é preciso!
Fui tremendamente edificado através deste texto. Espero que o Senhor possa trazer a você refrigério como trouxe a mim e a minha família.
Deus continue te abençoando.
ISAÍAS 42
1 Eis aqui o meu servo, a quem sustenho; o meu escolhido, em quem se compraz a minha alma; pus o meu espírito sobre ele. Ele trará justiça às nações.
2 Não clamará, não se exaltará, nem fará ouvir a sua voz na rua.
3 A cana trilhada, não a quebrará, nem apagará o pavio que fumega; em verdade trará a justiça;
4 não faltará nem será quebrantado, até que ponha na terra a justiça; e as ilhas aguardarão a sua lei.
5 Assim diz Deus, o Senhor, que criou os céus e os desenrolou, e estendeu a terra e o que dela procede; que dá a respiração ao povo que nela está, e o espírito aos que andam nela.
6 Eu o Senhor te chamei em justiça; tomei-te pela mão, e te guardei; e te dei por pacto ao povo, e para luz das nações;
7 para abrir os olhos dos cegos, para tirar da prisão os presos, e do cárcere os que jazem em trevas.
8 Eu sou o Senhor; este é o meu nome; a minha glória, pois, a outrem não a darei, nem o meu louvor às imagens esculpidas.
9 Eis que as primeiras coisas já se realizaram, e novas coisas eu vos anuncio; antes que venham à luz, vo-las faço ouvir.
10 Cantai ao Senhor um cântico novo, e o seu louvor desde a extremidade da terra, vós, os que navegais pelo mar, e tudo quanto há nele, vós ilhas, e os vossos habitantes.
11 Alcem a voz o deserto e as suas cidades, com as aldeias que Quedar habita; exultem os que habitam nos penhascos, e clamem do cume dos montes.
12 Dêem glória ao Senhor, e anunciem nas ilhas o seu louvor.
13 O Senhor sai como um valente, como homem de guerra desperta o zelo; clamará, e fará grande ruído, e mostrar-se-á valente contra os seus inimigos.
14 Por muito tempo me calei; estive em silêncio, e me contive; mas agora darei gritos como a que está de parto, arfando e arquejando.
15 Os montes e outeiros tornarei em deserto, e toda a sua erva farei secar; e tornarei os rios em ilhas, e secarei as lagoas.
16 E guiarei os cegos por um caminho que não conhecem; fá-los-ei caminhar por veredas que não têm conhecido; tornarei as trevas em luz perante eles, e aplanados os caminhos escabrosos. Estas coisas lhes farei; e não os desampararei.
17 Tornados para trás e cobertos de vergonha serão os que confiam em imagens esculpidas, que dizem às imagens de fundição: Vós sois nossos deuses.
18 Surdos, ouvi; e vós, cegos, olhai, para que possais ver.
19 Quem é cego, senão o meu servo, ou surdo como o meu mensageiro, que envio? e quem é cego como o meu dedicado, e cego como o servo do Senhor?
20 Tu vês muitas coisas, mas não as guardas; ainda que ele tenha os ouvidos abertos, nada ouve.
21 Foi do agrado do Senhor, por amor da sua justiça, engrandecer a lei e torná-la gloriosa.
22 Mas este é um povo roubado e saqueado; todos estão enlaçados em cavernas, e escondidos nas casas dos cárceres; são postos por presa, e ninguém há que os livre; por despojo, e ninguém diz: Restitui.
23 Quem há entre vós que a isso dará ouvidos? que atenderá e ouvirá doravante?
24 Quem entregou Jacó por despojo, e Israel aos roubadores? porventura não foi o Senhor, aquele contra quem pecamos, e em cujos caminhos eles não queriam andar, e cuja lei não queriam observar?
25 Pelo que o Senhor derramou sobre Israel a indignação da sua ira, e a violência da guerra; isso lhe ateou fogo ao redor; contudo ele não o percebeu; e o queimou; contudo ele não se compenetrou disso.
Bíblia Sagrada - out/2009
Questão de Atitude
“Tudo faço por causa do evangelho, com o fim de me tornar cooperador com ele” 1Co 9.23, estas são palavras do apóstolo Paulo quando escreve aos cristãos da cidade de Corinto. Talvez a resposta para algumas de nossas dúvidas a respeito da diferença entre o que lemos na Bíblia e o que presenciamos em nossas vidas, cristãos que vivem em pleno século 21. Afinal de contas o que precisamos fazer para experimentar paz e tranqüilidade diante de tempestades e fortes ventos que assaltam o navio da vida de todos nós.
1. Devemos nos entregar nos braços de Deus – Paulo estava fazendo uma viagem para cidade de Damasco quando inesperadamente foi interrompido, foi sua conversão, momento em que o próprio Jesus lhe toma para si (Atos 9). A Bíblia não nos mostra um homem indeciso, desmotivado, confuso ou triste, mas sim alguém que recebeu a visita mais importante de sua vida e que agora sabe que nunca mais será o mesmo. Paulo segundo o texto de Atos não retorna para avisar alguém que mudará seu caminho, sua trajetória, ele simplesmente se entrega por completo aos braços do Pai, ainda atordoado com tudo ele não come, não bebe, simplesmente coloca-se diante de Deus em oração; “...pois ele está orando.” Atos 9.11.
2. Com Deus passamos pelas tempestades – Nos primeiros anos de sua conversão a Cristo Paulo era desacreditado, rejeitado tanto por judeus como não judeus, insultado e perseguido por muitos (Atos 9.20-30). Aos Filipenses ele abre as janelas de sua memória e deixa então passar por elas as imagens secretas e reais da vida vivida com intensidade e coragem, palavras que somente bravos soldados que já enfrentaram com dignidade as tempestades da vida podem dizer; “Tanto sei estar humilhado como também ser honrado; de tudo e em todas as circunstâncias, já tenho experiência, tanto de fartura como de fome; assim de abundância como de escassez;” Filipenses 4.12. Não podemos impedir as chuvas e nem as tempestades, mas podemos encontrar abrigo seguro durante estes momentos em Cristo Jesus e dizer: “tudo posso naquele que me fortalece” Filipenses 4.13.
3. Por Deus fazemos tudo – Agora podemos compreender um pouco sobre nosso tempo e o tempo do apóstolo Paulo, mesmo que nossa lembrança seja apenas um pequeno respingo de toda a história deste gigante de Deus, usado para tornar o nome de Deus estampado na própria vida e assim exaltá-Lo, o que é mais importante não é o homem de Deus, mas sim o Deus deste homem, o que mais devemos entender é a ação de Deus na vida de Paulo, pois, é certo que nós somos de igual valor diante do Pai; “Então falou Pedro, dizendo: Reconheço, por verdade, que Deus não faz acepção de pessoas.” (Atos 10.34). Isto nos leva a entender que talvez o que realmente nos falta é: “Uma questão de atitude”, e então dizer como Paulo: “Tudo faço por causa do evangelho, com o fim de me tornar cooperador com ele”.
Extraído
segunda-feira, 26 de outubro de 2009
ARMADURA DO CRISTÃO
"Pois não é contra carne e sangue que temos que lutar, mas sim contra os principados, contra as potestades, conta os príncipes do mundo destas trevas, contra as hostes espirituais da iniqüidade nas regiões celestes.(13) Portanto tomai toda a armadura de Deus, para que possais resistir no dia mau e, havendo feito tudo, permanecer firmes. (14) Estai, pois, firmes, tendo cingidos os vossos lombos com a verdade, e vestido a couraça da justiça, (15) e calçando os pés com a preparação do evangelho da paz, (16) tomando, sobretudo, o escudo da fé, com o qual podereis apagar todos os dardos inflamados do Maligno.(17) Tomai também o capacete da salvação, e a espada do Espírito, que é a palavra de Deus." Efésios 6:13-17
Paulo estava correto ao afirmar que temos, diante de nós, uma luta constante contra as potestades do mal, lideradas por Satanás. E mais certo ainda estava ao nos avisar que temos que nos proteger antes de entrar em qualquer batalha, para que não sejamos sugados pelo inimigo. Antes de nos envolvermos em um acirrado combate espiritual ou em "heróicas" tentativas de aniquilar o inferno, precisamos estar certos de que estamos revestidos por essa armadura. Paulo utilizou como exemplo de armadura aquele equipamento básico usado pelos guerreiros de sua época, os soldados romanos. Em Efésios 6:13-17 ele menciona seis peças básicas que compunham esse equipamento.
No versículo 14, encontramos o primeiro dos elementos citados por Paulo, O "cinto da verdade". "Estai, pois, firmes, tendo cingidos os vossos lombos com a verdade, e vestido a couraça da justiça". Na época de Paulo, os homens não usavam calças, mas uma vestimenta comprida e folgada, que às vezes incomodava na realização de tarefas muito movimentadas. Nessas situações, os homens prendiam as abas da veste à cintura com um cinto, o que a Bíblia descreve como "cingir os lombos". A primeira providência, então, na realização de uma tarefa árdua, era cingir-se. Na Bíblia, o cinto vem com o significado da verdade, ou seja, a própria Palavra de Deus. A verdade compreende também a honestidade, a sinceridade e uma aversão à hipocrisia, que muitas vezes cerca àqueles que gostam de ostentar o título de religiosos. A palavra "hipócrita", original do grego, quer dizer "ator", e era utilizada para designar aqueles que subiam ao palco usando sempre uma máscara, e nunca sua própria aparência. Assim também funciona na vida real. Muitas vezes usamos máscaras e interpretamos um personagem que não condiz com nosso verdadeiro eu. Se não nos cingirmos com o cinto da verdade, correremos o risco de tropeçar em nossas vestes e cair. Devemos ser sempre verdadeiros e autênticos.
A segunda peça da armadura citada no versículo é a couraça da justiça. A couraça tem por objetivo proteger o coração, nosso órgão vital, e por isso se localiza no peito. Em Provérbios 4:33 lemos, "Sobre tudo o que se deve guardar, guarda o teu coração, porque dele procedem as fontes da vida". Quando o nosso coração está cheio de amargura, ódio e tristeza, nossa vida toma a direção errada. Mas se guardarmos o nosso coração e permitirmos que o amor, a paz e a justiça reinem, nossa vida ficará no centro da vontade de Deus. Por isso, Paulo nos orientou a guardar o nosso coração com a couraça da justiça.
No versículo 15, Paulo nos apresenta o terceiro elemento da armadura, o calçado. "E calçando os pés com a preparação do evangelho da paz". O calçado utilizado pelos soldados romanos era uma espécie de bota com tiras de couro amarradas na canela. Esses calçados possibilitavam que eles marchassem por longas distâncias. Até hoje nas guerras, em algumas situações, os soldados são instruídos a dormir de botas, pois se caso houver um alarme no meio da noite, eles já estarão preparados para agir. Da mesma forma, Paulo instruiu aos homens que se preparassem antes mesmo de partir para a batalha, conhecendo o caminho a ser trilhado, e demonstrando a paz de Deus através de nossos atos. Essa paz se reflete em nossas atitudes, mais que em nossas palavras, e não passará desapercebida por aqueles que queremos alcançar.
No versículo 16 vemos a apresentação da quarta peça da armadura, o escudo. "Tomando, sobretudo, o escudo da fé, com o qual podereis apagar todos os dardos inflamados do Maligno." Os soldados romanos utilizavam dois escudos diferentes. Um pequeno e redondo, e um oval e cumprido. O segundo era o utilizado para a defesa contra flechas e dardos, e é dele que Paulo está falando. Quando partimos para a batalha contra Satanás, ele tenta nos atacar de qualquer maneira, mirando todas as áreas de nossas vidas. A família, o emprego, tudo vira alvo do maligno. Mas se nos firmarmos na Palavra de Deus, com fé em suas promessas, o escudo não cairá de nossas mãos, e Satanás nada poderá contra nós.
O quinto equipamento apresentado no verso 17 é o capacete. "Tomai também o capacete da salvação". O capacete visa proteger a cabeça, que representa a nossa mente e a nossa sanidade. Muitas vezes as forças malignas tentam desestruturar a nossa mente com o intuito de nos tornar incapacitados para a obra de Deus. Quantos homens abençoados não deixam de praticar a obra de Deus por causa do temor, da dúvida, e da depressão? Isaías 61:3 fala de "...veste de louvor em vez de espírito angustiado", e muitos têm vivido hoje com o espírito angustiado. É preciso invocar o nome do Senhor e pedir libertação e ajuda contra as forças do mal, e Ele responderá às nossas súplicas. I Tessalonicenses 5:8 diz: "Mas nós, porque somos do dia, sejamos sóbrios, vestindo-nos da couraça da fé e do amor, e tendo por capacete a esperança da salvação". Ou seja, o capacete nos traz a esperança e a fé de que a salvação e a vitória estão garantidas.
A última peça do equipamento é a espada. "E a espada do Espírito, que é a palavra de Deus". Com este equipamento, saímos pela primeira vez da posição de defesa e partimos para o ataque. O texto original utiliza o vocábulo rhema, que simboliza a "palavra expressa". Por isso, a espada do Espírito, que é a verdade, significa a Palavra de Deus que enunciamos. Quando Jesus foi tentado no deserto, Ele utilizou a Palavra como arma contra o demônio, dizendo sempre "Está escrito". Mas para isto é preciso que conheçamos a fundo as Escrituras, para que possamos empunhar a espada do Espírito e brandi-la contra Satanás.
Com a armadura de Deus em nossas vidas - a verdade, a justiça, a preparação do evangelho, a fé, a esperança e a Palavra de Deus - o inimigo não terá como nos derrotar. E nós triunfaremos seguros no exército de Senhor.
Que o Senhor opere milagres através de sua vida! Lembre-se! Você é importante para Deus.
A Bíblia está CHEIA de erros:
O primeiro erro foi quando Eva duvidou da Palavra de Deus; o segundo erro aconteceu quando seu esposo fez o mesmo; e assim erros e mais erros ainda estão sendo cometidos porque as pessoas insistem em duvidar da Palavra de Deus. A Bíblia está CHEIA de contradições: Ela contradiz o orgulho e o preconceito; Ela contradiz a lascívia e a desobediência; Ela contradiz o meu pecado e o seu. A Bíblia está CHEIA de falhas: Porque Ela é o relato de pessoas que falharam muitas vezes; assim foi com a falha de Adão; com a falha de Caim; e a de Moisés; bem como a falha de Davi e a de muitos outros que também falharam; mas Ela é também o relato do Amor infalível de Deus. Deus NÃO ESCREVEU a Bíblia: Para pessoas que querem jogar com as palavras; para aqueles que gostam de examinar o que é bom mas sem fazê-lo; para o homem que não acredita porque não quer. O homem moderno DESCARTOU os ensinamentos da Bíblia: pelas mesmas razões que outros homens têm descartado através da história, por grande ignorância a sua verdadeira mensagem e conteúdo; intransigente apatia em recusar considerar suas declarações; bem conhecidos pseudo-cientistas posando de críticos honestos convicção secreta de que este Livro está certo e de que os homens estão errados. Somente uma pessoa PRECONCEITUOSA acreditaria que: Os ensinamentos bíblicos são passados e irracionais, sendo princípios arcaicos e sem propósito; a Bíblia está cheia de discrepâncias e afirmações inaceitáveis; Ela só poderia ser trabalho irrelevante e não inspirado de meros homens. A Bíblia é, afinal, somente mais um LIVRO RELIGIOSO: Para milhares que não se arriscam serem honestos consigo mesmos e com Deus; para aqueles que tem medo de aceitar o desafio do próprio Deus a um exame honesto; para aqueles que não querem examiná-la a fundo porque Ela diz verdadeiramente como os homens são. E você não pode ENTENDER ou CONFIAR no que a Bíblia diz: A menos que você esteja disposto a considerar as evidências e encarar face a face o AUTOR ! “LÂMPADA PARA OS MEUS PÉS É A TUA PALAVRA E LUZ PARA OS MEUS CAMINHOS.” (SALMOS 119:105)
AUTOR DESCONHECIDO
TRÊS FORMAS DE ADORAÇÃO
TRÊS FORMAS DE ADORAÇÃO
(João 4. 13- 26).
As duas primeiras precisam ser evitadas e a terceira precisa ser praticada
I. ADORAR EM IGNORÂNCIA
v. 22a: “Vós, os samaritanos, adorais o que não conheceis...”
1. Esta era a forma de adoração dos Samaritanos
o Sua origem (2 Re 17.24-34).
o A mulher estava presa em questões periféricas do culto samaritano.
2. Muitos hoje ainda adoram em ignorância.
o não entendem a missão tríplice da igreja.
o Quando não distinguem as formas de exaltar a Deus:
§ Ações de graças
§ Louvor
§ Adoração
o Quando as letras das músicas não condizem com a música.
o Quando os rítimos estimulam a carne.
o Quando a seleção musical é mal feita.
3. É preciso conhecer a Deus para não adorá-lo em ignorância.
II. ADORAR EM HIPOCRISIA
v. 22b: “nós adoramos o que conhecemos, pois a salvação vem dos judeus”.
Por que Jesus disse isso? Talvez porque o libertador prometido a todo o Israel (tanto para Judeus como para Samaritanos) viria da tribo de Judá, dos descendentes de Judá viria a Salvação para Israel e para o mundo inteiro.
Entretanto, outras referências denúncia o culto judaico.
Mq 6.6-8: Com que me apresentarei ao SENHOR e me inclinarei ante o Deus Altíssimo? Virei perante ele com holocaustos, com bezerros de um ano? Agradar-se-á o SENHOR de milhares de carneiros? De dez mil ribeiros de azeite? [...]
Is 1.11: De que me serve a multidão de vossos sacrifícios? Diz o Senhor. Já estou farto dos holocaustos de carneiros, e da gordura dos animais nédios; e não folgo com o sangue de bezerros, nem de cordeiros, nem de bodes [...] Não tragais mais ofertas debaldes
Jesus condenava a hipocrisia dos fariseus.
Deus reprova o culto hipócrita – reprovou Caim - Gn 4.1-7: E conheceu Adão a Eva, sua mulher, e ela concebeu, e teve a Caim ... E teve mais a seu irmão Abel... e Abel foi pastor de ovelhas, e Caim foi lavrador da terra. E aconteceu, ao cabo de dias, que Caim trouxe do fruto da terra uma oferta ao SENHOR. E Abel também trouxe dos primogênitos das suas ovelhas e da sua gordura; e atentou o SENHOR para Abel e para a sua oferta. Mas para Caim e para a sua oferta não atentou. E irou-se Caim fortemente, e descaiu-lhe o seu semblante. E o SENHOR disse a Caim: Por que te iraste? E por que descaiu o teu semblante? Se bem fizeres, não haverá aceitação {ou remissão} para ti? E, se não fizeres bem, o pecado jaz à porta, e para ti será o seu desejo, e sobre ele dominarás.
Caim era hipócrita:
Não era bom - suas obras eram más - I João 3.12: Porque esta é a mensagem que ouvistes desde o princípio: que nos amemos uns aos outros. Não como Caim, que era do maligno e matou a seu irmão. E por que causa o matou? Porque as suas obras eram más, e as de seu irmão, justas.
O culto de Caim:
Culto que não se oferece o melhor trouxe uma ( qualquer oferta ( Gn 4.2 ).
Achou que o seu culto tinha valor em si mesmo.
Baseou no esforço humano.
Quis competir, ao invés de Caim olhar para cima (Hb 12:1) olhou para os lados.
Culto sem arrependimento! Ao invés de arrepender-se ante a reprovação V.5b “ Irou-se fortemente, e descaiu-lhe o seu semblante”.
Deus aprova o culto sem hipocrisia como o de Abel:
O que traz o melhor (v.4): “dos primogênitos da sua ovelha, e da sua gordura”.
Antes do seu culto, ele foi aceito como pessoa. (v.4: e atentou o SENHOR para Abel e para a sua oferta.).
Feito por fé
Hb 11.4: Pela fé, Abel ofereceu a Deus maior sacrifício do que Caim, pelo qual alcançou testemunho de que era justo, dando Deus testemunho dos seus dons, e, por ela, depois de morto, ainda fala.
Muitos hoje ainda adoram em Hipocrisia.
Quando vêem o louvor somente como uma mercadoria da indústria cultural.
profanação
exigência de mercado
Quando fingimos ser o que não somos, como se estivéssemos representando ser melhor do que, na realidade somos. Gostaríamos de ser muito bons como não conseguimos fingimos ser.
III. ADORAR EM ESPÍRITO E EM VERDADE.
23,24: Mas a hora vem, e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade, porque o Pai procura a tais que assim o adorem. Deus é Espírito, e importa que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade.
Tendo Deus como Pai
Sendo achado pelo Pai
Adorando em Espírito
Implicações:
Espírito é elemento da essência do ser de Deus. É nesse sentido (e não na parte material) que somos a imagem e semelhança de Deus;
A parte mais elevada da existência que conhecemos é a espiritual; é neste nível que o homem pode ter comunhão com a Divindade.
Rm 8.16: “O Espírito mesmo testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus”.
1 Co 2.14-16: Ora, o homem natural não compreende as coisas do Espírito de Deus, porque lhe parecem loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente. Mas o que é espiritual discerne bem tudo, e ele de ninguém é discernido. Porque quem conheceu a mente do Senhor, para que possa instruí-lo? Mas nós temos a mente de Cristo.
O espírito é imaterial e incorpóreo Lc 24.39: “...um espírito não tem carne nem ossos...”
Homem algum viu a Deus, somente uma representação d’Ele como Moisés Ex 33.20-23: E disse mais: Não poderás ver a minha face, porquanto homem nenhum verá a minha face e viverá. Disse mais o SENHOR: Eis aqui um lugar junto a mim; ali te porás sobre a penha. E acontecerá que, quando a minha glória passar, te porei numa fenda da penha e te cobrirei com a minha mão, até que eu haja passado. E, havendo eu tirado a minha mão, me verás pelas costas; mas a minha face não se verá.
O espírito é invisível por ser imaterial:
Jo 1.18: Deus nunca foi visto por alguém. O Filho unigênito, que está no seio do Pai, este o fez conhecer.
Cl 1.15: Jesus é o é a imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação.
Paulo adorou: 1 Tm 1.17: 6.16: Ora, ao Rei dos séculos, imortal, invisível, ao único Deus seja honra e glória para todo o sempre. Amém! o bem-aventurado e único poderoso Senhor, Rei dos reis e Senhor dos senhores; aquele que tem, ele só, a imortalidade e habita na luz inacessível; a quem nenhum dos homens viu nem pode ver; ao qual seja honra e poder sempiterno. Amém!
Para a mulher samaritana adorar a Deus em Espírito: era beber da água viva.
Adorando em verdade
O que é a verdade – três concepções:
Para os latinos verdade é veritas: refere-se a precisão rigor de um relato, no qual se diz com detalhes e precisão e fidelidade ao que aconteceu. A linguagem enuncia os fatos reais. Portanto, a verdade se refere aos fatos que foram.
Para os gregos, verdade é aletheia: significa não-oculto, não escondido, não-dissimulado. O verdadeiro é o que se opõe ao falso, pseudos, que é o encoberto, o escondido, o disfarçado, o que parece ser e não é como parece. Assim, verdade para os gregos se refere às coisas que são.
Para os israelitas, verdade é emunah e significa confiança. Nessa concepção são as pessoas e é Deus quem são verdadeiros. Um Deus verdadeiro
Como adorar a Deus em espírito em verdade?
Sabendo que o louvor é uma das dimensões da missão tríplice da igreja.
Distinguindo as formas de exaltar a Deus, na nossa vida devocional:
Ações de graças
Louvor
Adoração
Não somente cantando, mas interpretando as letras das músicas.
Fazendo uma seleção musical correta.
Sendo um verdadeiro adorador que adore a Deus em espírito em verdade.
terça-feira, 20 de outubro de 2009
O mais importante não é o que você faz, mas quem você é.
Mas o fruto do Espírito é amor, alegria, paz, paciência, amabilidade, bondade, fidelidade. (Gálatas 5:22)
Leitura: Gálatas 5:16-26.
Uma Lista de Tarefas
O que há na sua lista de "coisas a fazer" para hoje? Limpar um armário cheio de coisas? Preparar um relatório financeiro no trabalho? Pagar as contas mensais?
Todos temos coisas a serem feitas hoje, estejam elas escritas ou não. São tarefas importantes para realizarmos.
Embora uma lista de "a fazer" seja útil, há um outro tipo de lista ainda mais valioso: uma lista de "a ser". Albert Einstein disse: "Não tente tornar-se um homem de sucesso, procure tornar-se um homem de valor".
O apóstolo Paulo encorajou os crentes de Gálatas, e agora fala a nós, para nos preocuparmos com o nosso caráter. Ele disse que, se somos controlados pelo Espírito Santo, Deus vai produzir em nós as características de "amor, alegria, paz, paciência, amabilidade, bondade, fidelidade, mansidão e domínio próprio" (5:22-23).
Olhando para esses traços de caráter, de qual deles você está precisando mais na sua vida? Mais paciência com um colega de trabalho ou uma criança? Um pouco mais de mansidão e amabilidade para com um vizinho? Quando você se aproximar de Deus, ele vai capacitá-lo a ser a pessoa que ele quer que você seja.
Quem sabe no início da sua lista de coisas a fazer para hoje você poderia colocar: investir tempo orando e lendo a Palavra de Deus. Esse seria um bom começo para ajudar você com a lista de "a ser".
Um forte abraço,
Pr José Renildo
O PERFIL DO LÍDER - Um Ser Moral, Social e Ético
O PERFIL DO LÍDER - Um Ser Moral, Social e Ético
1. O Líder como um ser moral
Deus criou o homem à sua imagem e semelhança (Gn 1.26-27; Ef 4.24). Como bem afirmou Hodge (2001, p. 555), conforme os teólogos reformados e a maioria dos teólogos de outras divisões da Igreja, a semelhança do homem com Deus incluía, dentre outros pontos, sua natureza intelectual e moral.
Como ser moral entende-se que o homem é dotado de uma natureza com poderes que capacita a agir de maneira certa ou errada. Esses poderes são o intelecto ou razão, o sentimento e a vontade. Em conexão com estas faculdades humanas está a atividade da consciência, que envolve todos os poderes, e sem a qual não pode haver nenhuma ação moral (STRONG, 2003, p. 64-65; THIESSEN, 1988, p. 158). Estes poderes ou faculdades humanas atuam da seguinte forma:
- O intelecto ou razão habilita o homem para discernir, avaliar entre o certo e o errado;
- A sensibilidade ou sentimento o inclina, o move para o certo ou o errado;
- A vontade livre concretiza, faz.
Um claro exemplo da atividade destas faculdades humanas operando, conforme Leite Filho (1997, p. 62) pode ser vista no filho pródigo (Lc 15.11-32):
- A consciência o acusou (v. 17a);
- O intelecto o fez refletir (v. 17b);
- O sentimento o inclinou (v. 18, 19);
- A vontade o fez agir (v. 20);
Vale lembrar, que em razão de sua falibilidade, a consciência humana não é o árbitro final do julgamento de suas ações. O que é direito, o que é justo, em última instância, é determinado pelo caráter de Deus, manifesto em sua Palavra.
O homem, criado a imagem e semelhança de Deus, é um agente racional, moral e, portanto, também um agente livre e responsável pelos seus atos.
Como um ser livre e responsável por seus próprios atos, o líder deve assumir responsabilidades e ser responsabilizado. Observemos alguns casos bíblicos:
a) Líderes bíblicos responsabilizados por seus erros
- Adão (Gn 3.17-19)
- Mirian (Nm 12.1-15)
- Corá, Datã e Abirão (Nm 16.1-35)
- Moisés (Dt 32.48-52)
- Sansão (Jz 16.19-20)
b) Líderes bíblicos que assumiram as responsabilidades por seus erros
- Arão (Nm 12.11)
- Saul (1 Sm 15.22-31)
- Davi (2 Sm 12.1-15)
Aprendemos com os exemplos acima, que os erros de um líder são tratados e punidos das mais diversas maneiras, devido às complexidades e peculiaridades das pessoas e circunstâncias envolvidas. Extraímos várias lições dos episódios aqui descritos:
- O erro consciente e intencional é passivo de punição.
- Deus, como ser moral perfeito, através de sua direção ou intervenção sobrenatural ou de processo naturais, decorrentes da quebra de princípios e leis naturais (Gl 6.7), nunca nos deixa impunes.
- A disciplina divina está fundamentada em seu amor (Hb 12.6-13).
- A graça e a misericórdia divina podem outorgar ao líder, imperfeito e falível que é, uma nova(s) oportunidade(s).
- Os vitimados pelos erros devem sempre ser tratados com um sentimento e desejo de restauração, sem, contudo, relativizarmos a palavra de Deus, buscando “jeitinhos” que só trarão mais problemas ou a perda da credibilidade dos envolvidos no episódio e nas decisões.
A autoridade moral de um líder não se fundamenta em sua credencial de obreiro, em seu cargo ou função. Fundamenta-se em sua integridade moral (santidade, retidão/justiça, bondade e verdade).
2. O Líder como um ser social
“Disse mais o Senhor: Não é bom que o homem esteja só;” (Gn 2.18)
O homem é um ser social. A necessidade de “estar com” é inerente ao ser humano. O próprio Deus deixa isto explícito.
O Senhor dotou o homem da capacidade de viver em sociedade. A socialização acontece na medida em que o indivíduo participa ativamente da vida em sociedade, aprende suas normas, valores, hábitos e costumes.
O líder cristão necessita de viver ativamente, solidamente e exemplarmente sua vida social, em seus vários níveis ou contatos sociais (primários e secundários).
- A vida social ativa do líder cristão. Implica em que o mesmo deve assumir o seu papel (responsabilidade) de ator e sujeito histórico, de agente transformador da realidade, da busca de uma sociedade mais justa, através de ações concretas que beneficiem os seus familiares (Mt 15.1-9; 1 Tm 5.8), os da família da fé (At 4.32-35; 6.1; 11.27-30; Rm 15.25-27; 1 Co 16.1-4; Gl 6.9-10) e de maneira geral, o seu próximo (Lc 10.25-37; Jo 6.1-13). O líder cristão não deve ser um sujeito alienado das principais questões de sua época (econômica, política, religiosa, ambiental, educacional, saúde, legal etc.);
- A vida social sólida do líder cristão. A sociedade contemporânea é caracterizada por aquilo que o sociólogo polonês Zygmunt Bauman definiu como “modernidade líquida”, caracterizada pela fragilidade dos laços humanos, da virtualidade das amizades e da brevidade dos relacionamentos, afetando desta maneira a qualidade e solidez de nossas relações sociais. Os relacionamentos tornam-se descartáveis, coisificados, desumanizados. É a sociedade do homem sem vínculos familiares, sem vínculos de amizade, sem vínculos com igrejas, sem vínculos com ministérios, sem vínculos com convenções etc. O líder cristão, na condição de sal da terra e luz do mundo (Mt 5.13-16), não conformado ao sistema (Rm 12.2), é promotor da solidez, da perpetuidade e da qualidade dos seus relacionamentos com os de fora (1 Co 5.9-10, com os de dentro (1 Ts 4.9-12; 1 Tm 5.1-3; 1 Jo 4.20-21), com a sua família (1 Co 7.10-13, 32-34; Ef 5.22, 25; 6.1-4). O líder cristão é um cultivador de amizades sinceras. Como bem escreveu Swindoll (1998, p. 291) “...penso em meus amigos como grandes árvores frondosas, que estendem seus ramos sobre mim, oferecendo sombra, cuja presença é uma proteção contra as rajadas do vento de inverno e da solidão. Uma grande árvore protetora; isso é um amigo.”;
- A vida social exemplar do líder cristão. O líder deve conduzir-se em sua vida social (pública e familiar) exemplarmente. Nas qualificações para a separação, apresentação e consagração de obreiros, prescritas em 1 Timóteo 3.1-7 (NTLH), lemos que o líder deve, em termos de vida social, ser um homem que ninguém possa culpar de nada, ter somente uma esposa, ser moderado, prudente, simples, hospedeiro, não chegado ao vinho nem briguento, pacífico e calmo, não deve amar o dinheiro, ser um bom chefe de sua própria família, ser um bom educador dos filhos, ser respeitado pelos de fora da igreja, para que não fique desmoralizado e não caia na armadilha do diabo;
A alienação e falta de responsabilidade social de um obreiro, produzirá uma mensagem evangelística ou doutrinária desacreditada, descontextualizada e irrelevante, resultado de uma fé morta (Tg 2.14-26), de um ministério com muito discurso e pouca (ou nenhuma) ação.
3. O Líder como um ser ético
Comecemos observando alguns conceitos de “ética”.
Ética, do grego etiké é o estudo por parte da filosofia e da teologia, que busca identificar o certo e o errado. A ética busca oferecer discernimento, princípios ou mesmo um sistema de orientação na busca pela boa vida ou pela forma correta de agir nas situações gerais e específicas. De modo geral, os sistemas éticos são deontológicos (guia o comportamento identificando ou descobrindo o que intrinsecamente é certo ou errado) ou teleológicos (buscam guiar o comportamento entendendo os resultados ou os efeitos causados).
Ética cristã é o conjunto de princípios baseados nas Sagradas Escrituras, principalmente nos ensinos de Cristo e de seus apóstolos, cujo objetivo é orientar a conduta do cristão em seus relacionamentos com Deus, com o próximo, consigo mesmo e com a natureza.
Ética ministerial é o conjunto de princípios baseados na Bíblia Sagrada, de forma mais específica nos ensinos de Cristo e nas epístolas pastorais, que fundamentam e orientam a conduta do obreiro nas seguintes áreas:
a) Sua vida particular (1 Tm 4.16)
- Espiritual. Devoção, consagração, comunhão, sinceridade;
- Pessoal. O cuidado com a saúde física (exercício, descanso, alimentação), emocional (estresse, ansiedade, fadiga, angústia, medo, depressão) e mental (estudos, leitura);
- Familiar. O cuidado com o lar, a esposa e os filhos (comunicação, participação e atenção);
b) Sua vida em sociedade (Rm 13.1-7; 1 Co 10.31-33; 1 Tm 3.7)
- Em relação aos não crentes;
- Em relação às autoridades constituídas;
c) Sua vida congregacional (1 Tm 4.12)
- Com os irmãos em geral (crianças, adolescentes, jovens, adultos e anciãos);
- Com o sexo oposto;
- Com os seus companheiros de ministério;
- Com o seu líder;
- Com os seus liderados;
- Nas visitas pastorais;
- No gabinete pastoral;
- No púlpito;
- Na pregação;
- No ensino;
- Na administração;
Como ser moral, social e ético, o líder cristão nos tempos pós-modernos, precisa continuar primando e observando os princípios norteadores da palavra de Deus, não se rendendo às ditaduras relativistas, filosóficas, antinomistas, ideológicas e culturais de nossa época.
REFERÊNCIAS
BAUMAN, Zygmunt. Amor líquido. Rio de Janeiro: Ed. Jorge Zahar, 2004.
BONHOEFFER, Dietrich. Ética. 6. ed. São Leopoldo-RS: Sinodal, 2002.
CABRAL, Elienai. A síndrome do canto do galo: consciência cristã. Um desafio à ética dos tempos modernos. Rio de Janeiro: CPAD, 2000.
DANTAS, Anísio Batista. O pastor e o seu ministério: manual do obreiro. Rio de Janeiro: CPAD, 2005.
HODGE, Charles. Teologia Sistemática. São Paulo: HAGNOS, 2001.
KESSLER, Nemuel. Ética pastoral: o comportamento do pastor diante de Deus e da sociedade. 6. ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2000.
LEITE FILHO, Tácito da Gama. O homem em três tempos: uma introdução à antropologia teológica. 3. ed. Rio de Janeiro: CPAD, 1997.
STRONG, Augustus Hopkings. Teologia Sistemática. São Paulo: HAGNOS, 2003.
SWINDOLL, Charles R. Davi: um homem segundo o coração de Deus. São Paulo: Mundo Cristão, 1998.
THIESSEN, Henry Clarence. Palestras introdutórias à Teologia Sistemática. São Paulo: IBRB, 1987.
A SEMELHANÇA DA IGREJA EM LAODICÉIA E A IGREJA HOJE
A SEMELHANÇA DA IGREJA EM LAODICÉIA E A IGREJA HOJE
A igreja em Laodicéia é uma das sete destinatárias das cartas que o apóstolo João escreveu, quando estava preso na Ilha de Patmos (Ap 1.9).
É bem interessante a similaridade da condição espiritual daquela igreja, com o quadro que presenciamos em alguns setores da igreja evangélica brasileira na atualidade. Vejamos:
"Conheço as tuas obras, que nem és frio nem quente. Quem dera fosses frio ou quente!" (Ap 3.15)
A mornidão, o casuísmo e a indiferença por um viver cristão autêntico é percebido claramente na vida de muita gente, e das mais diversas maneiras.
No campo moral, uma vida de santidade e pureza, tem sido substituída por práticas que entristecem o Espírito e comprometem o testemunho cristão.
O relativismo moral pós-moderno invadiu a atual Laodicéia (Igreja Evangélica Brasileira do início do séc. XXI). A irrelevância da castidade, a banalização do casamento, a desfiguração da família, a crise de integridade, os "conchavos" com políticos oportunistas em troca de favores, são alguns exemplos que podem ser citados.
Escândalos se avolumam envolvendo líderes e membros de igrejas, dentro das mais tradicionais denominações, promovendo um certo descrédito nas instituições evangélicas e nos "crentes". Os princípios e referenciais bíblicos são cada vez mais abandonados, esquecidos e trocados pelas velhas idéias liberais, utilitaristas, pragmáticas e outras semelhantes.
O sexo entre não casados, em muitos lugares, já se tornou normal, na mesma proporção do divórcio e da infidelidade conjugal. A interação, a boa convivência e a harmonia familiar foram atingidas pela fragmentação e descaracterização do modelo familiar bíblico cristão, com os papéis e as responsabilidades de seus membros norteados.
Líderes, em períodos eletivos, negociam os votos da igreja (sem conhecimento ou aprovação da mesma). A política eclesiástica se transforma em "politicagem santa", em nada devendo ao que acontece nos ambientes políticos seculares.
No campo espiritual, o prazer de ler a Bíblia, o desejo e a prática da oração, a busca em ser cheio do Espírito, em servir mais e melhor ao Senhor, em pregar a sua palavra, em testemunhar de seu poder, é cada vez mais escasso. Uma vida devocional disciplinada é cada vez mais rara.
A Bíblia, quase que com exclusividade, é lida durante a liturgia do culto, e cada vez menos em casa. É também ensinada e estudada em salas mornas de seminários (com as devidas exceções) por professores e alunos igualmente mornos, filhos e adeptos de um academicismo improdutivo, estéril, arrogante e liberal.
A oração transformou-se numa mera lista de pedidos de bênçãos, num compromisso formal, num exercício monótono e cansativo. Tornou-se instrumento das "determinações", "exigências" e de outras malcriações dos "Filhos do Rei".
A realização do serviço cristão, pelos diversos ministérios, diminui em quantidade, qualidade e intensidade. A pregação da palavra e o testemunho bíblico cessam nas ruas, nas praças, nos hospitais, nos presídios, nas universidades e em outros espaços outrora utilizados. Em contrapartida, os púlpitos de igrejas são cada vez mais freqüentados por pregadores profissionais e animadores de auditório.
O culto doméstico, instrumento poderosíssimo de fortalecimento e crescimento espiritual, pelas mais diversas razões, cessou, foi banido e cortado dos lares cristãos.
Diante de tudo isso, se percebe a indiferença, a quietude, o silêncio, o conformismo, o pessimismo e a mornidão de muitos que caminham para a tragédia do "deixa quieto", para a calamidade do "está bom assim", para fatalidade do "tanto faz", para a morte espiritual, para a extrema e irremediável apostasia.
Pense nisso!
Fraternalmente,
Pr José Renildo
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